A sorte que temos em ter Constâncio
É lamentável a campanha desenvolvida contra o governador do Banco de Portugal por ter aceite presidir a uma comissão que averiguou o défice ímplicito no OE 2005. Muitos dos que, agora o criticam são os mesmos que, em 2002, o aplaudiram quando aceitou presidir a uma comissão similar para avaliar o défice de 2001, imputável a um Governo socialista. Constâncio tem um enorme sentido de Estado, é de uma inultrapassável dedicação á causa pública, o seu rigor e conhecimentos técnicos são tão reconhecidos que foi convidado para vice-presidente do Banco Central Europeu. Se há algo que nos podemos orgulhar é do «nosso» Banco de Portugal e do «nosso» Governador. Por isso, quando alguma das críticas vêm de um especialista em segurança social, que chegou a Ministro das Finanças, ou de um ex-secretário de Estado do Orçamento que não deixou obra, o minimo que se pode dizer é que estamos em planos muito diferentes: Constâncio é galático, os outros dois dos escalões regionais. E num país com alguma visão estratégica, o Governador seria sucessivamente reconduzido até se querer reformar. Porque é de homens como Constâncio que o país precisa.

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